A Oriath

14º Episódio
Introdução
Não importa a idade que você tenha, decidir é sempre uma situação desconfortável, porque de acordo com o que escolhemos a nossa vida ficará marcada de uma forma ou de outra.


Uma hipótese: Estamos caminhando pela floresta, depois de andarmos muito e estarmos cansados, resolvemos voltar rápido e não pelo lugar que viemos, pois será muito mais demorado e cansativo: Então escolhemos um caminho que acreditamos ser o que nos levará de volta para casa.
Tudo está indo bem, até que uma parte do caminho se bifurca para a direita e outro para a esquerda. Não conhecemos o caminho que tomamos! Estamos apenas seguindo nosso instinto. 
Decisão difícil, certo? Não sabemos onde vai dar cada caminho. 
Talvez a primeira estrada seja um “mar de rosas”, onde não há desníveis ou animais perigosos. 
No entanto, na do outro lado, podemos esperar todos os tipos de ameaças e contratempos.
Ainda temos a escolha de acampar, descansar e decidir no dia seguinte o que será melhor
Mas acontece  que seja o que for que fizermos, será necessário que tomemos uma decisão… 
E não importa qual seja, O fim justificará os meios, porque mais cedo ou mais tarde, nós teremos que ir para casa. Assim era o dilema de Dseyvar.  Qualquer escolha o levaria a toca do bruxo;


Capítulo I

A noite foi infernal para Dseyvar e sua decisão.
Ele queria que salvássemos Ajeb sem fazer nada ao bruxo. 
Em minha opinião, isso seria impossível dado que se ele pensava que fosse o filho de Aodh Ajeb estaria em um local de acesso difícil ou impossível. 
Elessar nos pediu licença e foi ver seu amigo. 
Eu já havia percebido que ele estava com medo pelo bardo, só não sabia o exato motivo.

Depois de uma longa conversa entre nós chegamos ao acordo de tentar salvar Ajeb do Bruxo.
Entretanto, para isso precisaríamos saber onde ficava situado o covil dele. 
Com as nossas investigações descobrimos que o feiticeiro que enganamos se chama “Krogh” é um bruxo humano que aprendeu magia negra com um feiticeiro de nome “Elrim”.que viveu a tempos passados nas terras élficas.
Krogh é um bruxo que peca pela ambição de querer ser o maior e melhor de todos!

Por essa ambição ele já se entregou ao lado negro. Ao invés de aprender tudo corretamente, ele aprende o que acha necessário para tomar o lugar do seu mestre. 
Todos os enganos que ele já cometeu até hoje ao usar magia que ainda não estava apto o deixaram com essa aparência decrépita, asquerosa e decadente. 
O que ele chamava de “meu pote de ouro” estava findando e “Krogh” precisava fazer alguma coisa para não desaparecer em cinzas. 
Krogh não sabia que Aatank via tudo que ele fazia por trás dele e se “fingia de morto” para usá-lo, porque já conhece a reputação de Krogh em querer tomar o lugar dos mestres e usava isso a seu favor.

Como por ex: Aatank não sabia o exato paradeiro do “Coração da Floresta” O que ele sabia é que depois da “guerra dos magos” mudaram o Rubi de lugar, mas não sabia por quem nem onde foi colocado. Então estava deixando que Krogh fizesse o serviço por ele e assim que ele tivesse nas mãos o Rubi  Aatank tomaria. O que os deixava fazendo várias burrices, Estavam desesperados porque o tempo dos sois estava terminando, Cada um a seu modo.
E somente “O protetor do Rubi” poderia ajuda-los com a profecia. Bem, ajudaria a Aatank que é o ser designado pela profecia! Krogh apenas queria pegar para ele esse poder. Se daria certo? 
Nós não iriamos esperar para saber.;

Essa profecia estava nos encucando por não sabermos do que se tratava, mas depois que Dseyvar esteve com Kalissia descobrimos por alto o que poderia acontecer, precisávamos saber como, para poder salvar Ajeb e também o verdadeiro senhor da profecia.

Nossa única certeza era de que Aatank não faria mal ao filho de Barzud enquanto não soubesse que estava como o Elfo errado. Ou até que descobrisse “O protetor do Rubi” Ai ele poderia fulmina-lo ou usar para trocar por Dseyvar, E com certeza ele iria se entregar para livrar mais um filho do Rei Barzud da morte.

Estávamos todos esperando Elessar que foi ter com seu amigo, quando chegou o Cigano Magno com um manto encapuzado e todo encolhido. Nós quase o ferimos por isso. Ele chegou perguntando aflito onde estava Elessar:  Dissemos que estava com seu amigo bardo. E Magno disse muito desolado;

- Não! Ele não está! O Bardo foi se entregar ao bruxo!

- Mas por quê?

- Por temer que seu amigo Elessar se coloque em perigo!

Sitaara falou indignada!

- Por Elentari!!! Fica um protegendo, o outro! Assim não chegaremos alugar algum! Preciso voltar para “Galard”, contudo, quero por um fim nessa história antes de ir, mas o que o bruxo iria querer com um Bardo.

Magno olhou para os lados e perguntou:

- Estamos seguros aqui?

- Estamos sim – Respondeu Dseyvar já se pondo em posição de guarda.

O cigano abriu a camisa e mostrou encravado em seu peito uma “Oriath” Que clareou toda a área na beira de Nefah!

- O semideus Emre falou:

- Uma “Oriath encravada em seu peito! Quem colocou ela aí?

- O Bardo  - respondeu o cigano Magno.

- Com que finalidade? – Perguntou Dseyvar: Emre respondeu com os olhos arregalados. De preocupação.

- Com intuito de preservar sua vida. Ele confia no cigano! Essa “Oriath” está tendo o mesmo significado de uma Horcrux.

- Mas Horcrux é maligno! – disse Dseyvar e Emre continuou:

- Está enganado amigo! Um “Horcrux” funciona como âncora para um mago! Os bruxos fazem uso quando estão em perigo de vida, mas não quer dizer que seja maligno e sim uma salvação. “Horcruxes” Não são refis de vida como muitos pensam e que os bruxos usam sempre que precisam. Se fosse assim só precisaríamos matar um bruxo tantas vezes quantas fossem necessárias. Uma “Horcrux” apenas retém a alma principal no nosso plano. Enquanto a alma fragmentada estiver viva a parte que é a matriz também estará.

- Isso é assustador! - Precisamos manter o Cigano Magno vivo para que o Bardo que foi arriscar sua vida também continue vivo.

Disse Dseyvar sendo concordado pelo Semideus. Assim que acabaram de falar um vento forte nos avisou que tínhamos perigo eminente.

Como a “Oriath” havia se moldado ao corpo do cigano como se sempre tivesse pertencido a ele. Teríamos que guardar o cigano!  Nós nunca permitiriamos que Aatank ou qualquer outro o tivesse. Perguntamos a ele se alguém tinha percebido a transmutação feita nele. Ele respondeu:

- Sim! Mah minha consorte! Estávamos os três quando ele transmutou sua “Oriath” em mim e pediu a Mah que o ajudasse a proteger sua Oriath das garras do mal. E ela me disse:

- Magno querido! Só entre os Elfos voce estará fora de perigo! Vá que eu te cobrirei!

- Eu não queria deixa-la sozinha, mas ela me alertou de que o Bardo confiou em mim. E eu vim procurá-los.

Nisso Elessar apareceu diante de nós e ouviu o final da narração de Magno. 
No mesmo instante segurou-o pelos ombros e desapareceu novamente. 
Elessar levou-o para o palácio Elfico, tinham que proteger a “Oriath” que continha a alma fracionada do seu amigo. Era sua única chance de Aatank não o matar. 
E com certeza ele o mataria para ter a “Oriath” e esse era o medo de Elessar .
Ele deixou Magno no palácio  com Anárion e Pediu a ela que não deixasse ninguém se aproximar dele. Anárion pediu aos silfos e fadas que camuflassem magno em um corpo de Elfo.
 Elas usaram seus artifícios mágicos para deixá-lo com a aparência élfica. 
Enquanto Elessar foi reunir-se a nós para encontrarmos Aatank.

O Bardo foi levado à presença de Aatank e torturado para contar onde se encontrava o “Coração da Floresta”.
Elessar sabia que o Bardo morreria, mas não contaria, esse não era o medo dele. 
Elessar tinha medo de perder seu amigo. 
Medo que Aatank matasse o bardo vindo atrás de sua “Oriath”

Elessar convocou-nos para ajudar juntamente com o tão esperado por nós o Mago Sion de Vangah para bolarmos um plano e encontrarmos o covil de Aatank que ninguém ainda sabia aonde se encontrava. Mas pediu que deixássemos Dseyvar de fora. 
Porque ele era o Elfo da profecia. 
Não tínhamos qualquer vestígio de covil. Elessar e Sion tentaram usar a telepatia sem resultado. 
Era bloqueado por magia. Se usassem tele transporte, poderiam ficar presos na magia de Aatank.

O Bardo continuava resistindo as torturas que os lacaios do bruxo aplicavam nele. Ele é um "mentalist" Mas a telepatia dele não nos alcançava nem a de Elessar e Sion não alcançava o covil.
Dseyvar não gostou de ficar protegido enquanto todos nós nos jogávamos no perigo. 
Numa distração nossa, ele fugiu de nós.

O estranho é que com toda proteção usada por Aatank Dseyvar teve um sobressalto de que poderia encontrar o Bardo. Enquanto estava no topo das árvores em silêncio. 
Usando um amuleto doado por Kalissia ele se fundiu completamente com a noite. 
Do ponto em que estava avistou Elessar e Sion conversando impacientes. 
Usou o amuleto para enxergar na escuridão e poder ouvir de longe: Elessar dizia.

= Precisamos salvar o Bardo! Quando Anárion sobrevoou procurando descobriu que Aatank reside nas montanhas amaldiçoadas, mas é protegida por magia...  Nenhum Elfo de luz entra em Fir sem que seja levado ou convidado.


Capitulo II


Como Dseyvar era o Elfo da profecia ele conseguiu encontrar a essência do Bardo. 
Porque conseguia ler a mente dele mesmo de longe, Encontrou a direção e foi furtivamente seguindo as vibrações vindas do Bardo. Dseyvar não precisava enxergar o caminho, precisava sentir as vibrações, então,  vendou os olhos, apertou o amuleto de sua mãe e deixou o corpo cair do alto da árvore em que estava. E levitando silencioso seguiu as vibrações do chakra coronário do Bardo pela montanha amaldiçoada de Fir.

Quando sentiu a presença do Bardo mais forte, retirou a venda para situar-se. 
Estava num escarpado da montanha onde tinha um patamar e uma abertura muito estreita e ao lado da abertura... Duas quimeras aladas.
 Dseyvar usou o amuleto para tornar-se invisível e futicou as quimeras com sua espada.
 Elas se levantaram de assalto assustadas rosnando grunhindo gralhando sem saber o que tinha acontecido nesse ínterim Dseyvar entrou na caverna donde existiam muitas salas e corredores que irradiavam ameaças ocultas.

O Elfo vendou novamente os olhos para não se perder procurando. E voltou a seguir as vibrações e penetrando no interior da caverna.

De repente Dseyvar sentiu um aperto no peito e retirou a venda... À sua frente havia o corpo de um Elfo de bruços ao lado dele uma poça de sangue. "O Dançarino das Espadas" virou-o de barriga pra cima com o coração palpitando. O Elfo tinha a expressão gélida... Os olhos abertos, mas o olhar vazio, os longos cabelos loiros emaranhavam-se sobre sua face, estava sem as mãos. Dseyvar ajoelhou-se ao lado do corpo e sentiu os batimentos do Elfo... Estava sem vida, Mas não era Seu tio avô! Dseyvar deixou-o onde estava e continuou a percorrer os infinitos corredores que se estendiam diante dele.

Dseyvar não conseguia esquecer a expressão do Elfo sem vida: E ficou pensando porque o mataram? Era um Elfo de Luz. 
Poucos passos depois ele se deparou com uma sala a prova de som, entrou pensando

-“O Bardo deve estar aqui esse é o melhor local para isolar um “mentalist” de nós”.

Mas alguns passos silenciosos e cuidadosos e Dseyvar colocou a mão na boca abafando um grito! O Bardo estava diante dele com a boca escancarada e a pele sem cor como os cadáveres.
Dseyvar abaixou-se para fechar os olhos do Bardo quando de repente o Bardo revirou os olhos e virou-se rapidamente segurando o pulso de Dseyvar que levou um susto. O bardo disse soltando um cheiro horrível de sua boca.

- Com medo de mim Elfo?

Dseyvar via o Bardo, mas as vibrações não pertenciam a ele. Então resolveu fingir que não descobriu isso e perguntou:

-Bardo O que aconteceu? Pensei que estivesse morto.

-Voce acreditou? Sério? Então voce não é um Elfo que me possa por medo.

Falando isso tentou segurar o outro pé do Elfo que pulou rápido e chutou a mão que o segurava, mas o ”bardo” não o soltou. Dseyvar com raiva nos olhos forçava seu pulso tentando se livrar da mão do ”bardo” que estava com os glóbulos oculares muito mais vermelhos devido a fúria que sentiu ao levar o chute do Elfo. O ‘bardo’ soltou o elfo empurrando-o para trás, depois com um golpe de magia psíquica o lançou para cima. Batendo no teto da caverna e o fazendo cair no chão em seguida. Dseyvar teve um leve desmaio pela forte pancada.

O falso bardo aproveitou para ir embora arrastando o corpo como se fosse muito velho e enviou um lacaio para cuidar do Elfo. 
Dseyvar se levantou devagar e com tontura com a mão esquerda sobre o estômago que doía muito e encostou-se à parede... 
Nisso viu um grande ser que vinha em sua direção arrastando sua massa. 
Sem pensar Dseyvar desembainhou sua espada e correu feroz na direção dele, o grandalhão começava a girar amassa para lançar em Dseyvar quando teve seu braço direito decepado pelo corte preciso do “dançarino das espadas” e sem descansar Dseyvar girou o corpo 180º e decepou o outro braço que o grandalhão estendeu em sua direção. 
O grandalhão olhou assustado para Dseyvar porque aquele ataque foi inesperado. 
Ele viu quando o Elfo levantou cambaleante. 

O grandalhão berrava sem os braços e se esvaindo em sangue quando veio para cima de Dseyvar para lhe aplicar uma cabeçada com o grande elmo que a cobria. 
Dseyvar deu uma carreira indo na direção do inimigo que vinha com tudo pra cima dele, quando estava próximo usou o impulso da carreira para correr na parede da caverna e em seguida  pular nas costas dele decepando sua cabeça  que rolou longe com o elmo. Dseyvar caiu junto com ele, mas antes que o corpo pesado da criatura gigante chegasse ao chão, ele pulou e rolou se afastando o máximo. Levantou e continuou caminhando em busca do Bardo. 

Chegou em frente a uma sala onde havia um humano de estatura mediana nu e encapuzado que estava com os braços amarrados e dois carrascos o feriam sem piedade. 
Um deles retirou o capuz e Dseyvar engoliu um grito, porque reconheceu o Bardo, mesmo tendo o rosto todo desfigurado pelas pancadas. 
O outro carrasco fez um raio vermelho aparecer em sua mão e encostou no abdômen do Bardo passando toda força contida naquele raio para o pobre humano. 
O Bardo tossiu, expeliu muito sangue pela boca e urrou de dor. 
Dseyvar ocultou-se com o amuleto de Kalissia para tentar chegar perto sem ser atacado antes. 
O Bardo fechou os olhos e disse telepaticamente a Dseyvar: Assustando-o por Bardo saber que ele estava ali invisível.

- “Não faça nada Elfo! Eu suporto! Quando o bruxo sentir que vou morrer vai parar de me surrar. Eu vou me recuperar e vou destruí-lo”.

- “Como amigo? Voce está machucado demais"!

- “Pode confiar em mim! Salva meu amigo Ajeb! Por favor”!.

- “Bardo! Eu sou o Elfo da profecia! Ajeb é meu tio-avô”.

- “Por Febeh! Voce precisa sair daqui rápido!”.

-“Não! vou sair com voce e Ajeb”!

-“Por Febeh! Se Aatank descobre que estamos os dois juntos! Estamos perdidos! Eu não terei tempo de me recuperar e salvar nós três". Eu terei que te matar contra minha vontade e dar vida nova a Aatank"....

- “Por que”??

- “Porque eu sou “O Coração da Floresta”!!

......

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